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Startup pioneira em blockchain para Saúde celebra o primeiro ano

Dos primeiros passos sob mentoria na aceleradora Hot Milk da PUCPR, ao lugar de destaque na inovação em prestação de serviços de alta tecnologia para clínicas e hospitais. Caso de sucesso foi inspirado pela experiências dos veteranos e a visão empreendedora de um acadêmico de Medicina

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Há um ano o estudante de Medicina do Câmpus Londrina da PUCPR, Pedro Petri, chegou à aceleradora Hot Milk  com uma ideia inovadora: uma startup de alta tecnologia para a área de Saúde. Juntamente com outros dois jovens, ele queria desenvolver um sistema de prontuários eletrônicos, assim as informações dos pacientes estariam acessíveis em qualquer lugar facilitando o acesso, reduzindo o custo com novos exames e o tempo de resposta de troca de informação entre clínicas e hospitais, sobretudo para atendimento de emergência. “As pessoas perguntavam, mas Pedro, se é só integrar os dados em rede, por que nunca fizeram? Bom, a tecnologia não era suficiente para proteger os dados, agora temos o sistema blockchain que oferece esse diferencial’, explica Petri.

A equipe da ZHeatlh participou do ciclo de aceleração coordenado pelo professor Cristiano Teodoro. Nesse período o negócio saiu do papel e ganhou forma com ajuda dos mentores do programa e do Fundo de Investimento Smart Value, apoiador da aceleradora Hot Milk. A metodologia desenvolvida para atender os acadêmicos com projetos empreendedores e a comunidade prevê orientação de uma equipe de mentores que acompanha todos os processos de desenvolvimento da startup. “A proposta era inovadora e estava dentro da proposta de uma startup que é utilizar a tecnologia para negócios que podem ser vendidos para diferentes mercados. O nosso orgulho é ver como eles se saíram, como a empresa que começou com a ideia de um acadêmico de Medicina e os amigos dele tomou forma. Eles começaram os testes aqui na PUCPR Câmpus Londrina e validaram o sistema no nosso banco de dados do ambulatório médico que era de papel”, comenta o professor.

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E se a startup está em aceleração, ganhou um incentivo inesperado, a aprovação da Lei 13.787/2018 pelo Congresso Nacional. O texto do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Waldemir Moka (MDB/MS) prevê a digitalização de prontuários médicos, bem como informações do paciente e de exames. Apesar de muitos hospitais e a rede pública de Saúde já terem essa documentação em meio digital, a regulamentação sistematiza a certificação digital e os procedimentos de segurança para salvaguardar as informações confidenciais. A lei ainda desonera as clínicas e hospitais de manterem documentos em papel por 20 anos, liberando espaço que pode ser utilizado para outras funções.

Para Petri unificar e simplificar o acesso aos dados médicos é um passo adiante da gestão hospitalar. É um serviço que atende principalmente o paciente, mas também agiliza o trabalho de atendimento e pode ter um impacto positivo bem mais adiante. ‘Nós entendemos que o acesso aos dados reduz tempo e no caso de exames recentes, também o custo de refazê-lo. Não me refiro apenas o custo monetário, mas especialmente o conforto do paciente porque alguns desses exames são desconfortáveis ou invasivos. Essa integração vai se refletir em menos despesas para os hospitais e gestores da saúde e eles poderão investir mais na qualidade do atendimento, em infraestrutura, inclusive utilizando o espaço que antes era ocupado pelos arquivos”, aponta.

Em relação ao acesso aos dados, o sistema de Blockchain preserva a confidencialidade e garante que apenas com autorização do paciente as informações passem de uma clínica ou hospital para outro. “Nós conectamos dois hospitais, mas apenas com essa liberação, o prontuário abre no outro”, enfatiza. O sistema deles utiliza uma interface de aplicação que permite a troca de informações entre dois ou mais sistemas, chamada de API no meio digital que permite a criação e o gerenciamento de dados, com segurança e governança integradas. Além disso, a startup contou com uma parceria com a gigante de tecnologia IBM, com apoio em créditos para uso de ferramentas para desenvolvimento da solução.

A mentoria e acompanhamento servem de referência e inspiração para a equipe da startup, uma das trocas consideradas de maior relevância foram as palestras com formandos da Hot Milk. “Nós vimos que realmente era possível transformar ideias em negócios, a nossa empresa nasceu ali, o professor Cristiano foi nosso mentor, conseguimos com a PUCPR Londrina a parceria que precisávamos para validar a ideia, no caso, os 24 mil prontuários do ambulatório foram digitalizados e os arquivos protegidos por blockchain. Essa etapa também foi uma contrapartida porque foi um serviço para a comunidade”, acrescenta.

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O aniversário da empresa é dia 16 de maio e apesar de ter saído do papel a tão pouco tempo, a ZHealth foi uma das selecionadas pela Hot Milk de Curitiba para trabalhar em um programa para os hospitais do Grupo Marista. O Ciclo de Inovação Hospitalar (CIH) prevê 50 dias em treinamento em metodologias desenvolvidas de startups, mentorias e oficinas de design thinking para melhorar o modelo de negócios na capital do Estado. Foram selecionadas apenas cinco equipes, entre 60 inscritas, para trabalhar com demandas dos Hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat. Londrina tem duas representantes, a ZHealth e a Preveni, uma startup iniciada na Santa Casa que propõe uma ferramenta integrada ao sistema hospitalar para prevenção de úlcera por pressão.

A banca final acontece dia 9 de maio, em Curitiba, quando a startups são apresentadas a colegas, membros de outras aceleradoras e, principalmente, para investidores e clientes em potencial. Além do acadêmico de Medicina da PUCPR Câmpus Londrina, Petro Petri, a ZHealth tem como sócios outro acadêmico da PUCPR, Guilherme Tutida (Processos Gerenciais), e o egresso da PUCPR Matheus Hirata (Sistemas de informação). As perspectivas são otimistas, o grupo já contratou dois funcionários e estima chegar aos 50 clientes no próximo trimestre.

Para o mentor do grupo, professor Cristiano, o resultado deles vai inspirar mais projetos inovadores. A aceleradora conta com o apoio do Fundo de Investimento Smart Value desde o início dos trabalhos, há três anos, e espera que esse recurso incentive novos projetos.“O Pedro é um orgulho para PUCPR Londrina porque é um acadêmico da Medicina daqui e a ideia dele deu certo, foi acelerada e está crescendo. Em breve, faturando e crescendo também como fruto do trabalho da Hot Milk. Hoje temos seis startups em aceleração, todas da comunidade e logo outros acadêmicos irão se espelhar nele como, um dia, ele se inspirou nos veteranos”, conclui o mentor.

Redação Agora Londrina com Assessoria

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